Monday, 28 May 2018

Berlin - fim da história


Se vai ser mesmo o fim da minha história com Berlin é difícil dizer, entretanto a admiração que eu tinha pela cidade e pela cultura foi-se embora.
Tudo começou no dia que eu cheguei, quando fui pegar o tram (tipo bondinho) pra encontrar minha amiga. Eu quase nunca usava esse tram quando morei em Berlin, mas lembrava que dava pra comprar ticket dentro. Eu havia tomado um táxi do aeroporto até o airbnb, e por isso não tinha ticket pra usar o transporte público. Eu havia cerca de 20 euros comigo, além de cartão de crédito.
Entrei no M10, que me levaria até Warschauer str, e estava super cheio (possivelmente por causa do festival). Fiquei tentando procurar a tal máquina, mas eu só conseguia chegar na máquina de validar o ticket, não na de comprar. O tram parou e bastante gente desceu, e então consegui ir até tal máquina. Só que chegando lá, a maldita só aceitava moeda, que eu não tinha, pois havia acabado de chegar no país. O tram começa a andar e eu fico pensando, e resolvo sair na próxima estação. Sento pra esperar, e quando me levanto percebo que tem 2 fiscais vendo os tickets das pessoas. Na minha vez eu explico que não tenho, pois tentei comprar e não consegui. Desembarco com eles e eles pedem meu passaporte e meu endereço. Pelos próximos 20 minutos fico discutindo com eles, em inglês e depois em alemão, pois querem me multar 60 euros por estar usando transporte sem ticket.  Explico a situação, mas não querem nem saber, dizem que a culpa foi minha de não saber que a máquina só aceita moeda. Não vou entrar em mais detalhes, mas no fim eu falo que não tenho 60 euros e não vou pagar. Eles me dão o papel com a multa e eu pergunto onde posso comprar ticket que não seja com moeda. Eles me falam e imediatamente vou lá e compro o ticket que vale por 7 dias, pra passar a semana toda.
Ao encontrar minha amiga, eu já bem atrasada a esse ponto, conto a história pra ela. A primeira coisa que ela me diz é que na Alemanha existe um ditado que diz: Ungewisseheit schütz von Strafe nicht vor (Ignorância não te protege de castigo). Ou seja, na Alemanha é normal as pessoas serem multadas sem saber por que. E o interessante é que todo e qualquer alemão pra quem eu contei a história tiveram a mesma reação “Pois é... chato né... mas é a lei... você desrespeitou a lei! Foi um erro seu e você tem que pagar por ele.”
Fiquei procurando na internet histórias de pessoas em situação parecida, pra ver se pagavam tal multa, e pra minha surpresa isso acontece com várias pessoas, e os que não pagam recebem um valor cada vez mais alto pelo correio, mesmo em outro país. Inclusivo li artigos que denunciam fiscais que pedem suborno pra não aplicar multa nas pessoas, e que as pessoas que mais pagam multas são, adivinhem quem? Turistas! Não é só questão de ter um ticket, é ter o ticket certo, pra zona certa, validado, e as regras não são fáceis de serem descobertas! Uma menina da minha empresa contou que ela comprava o passe mensal, e achava que o passe valia por 1 mês após a compra, só pra depois ser multada e ficar sabendo que ele vale até o fim do mês corrente, independente da data de compra. Turistas às vezes se confundem e validam o ticket mais de uma vez, o que o deixa inválido. E os fiscais multam todos, sem exceção. Eles trabalham com cotas, quanto mais multa aplicam, melhor.
Lembro quando fiquei 1 mês na Alemanha em 2003, na cidade de Göttingen, e estava num ônibus com o pessoal do curso de alemão, e uma das meninas entrou no ônibus com o dinheiro pra comprar o ticket, mas sem o ticket, achando que alguém viria cobrar. Ela devia ter comprado com o motorista, mas não sabia. Vieram os fiscais e a pegaram sem ticket. Lembro do nosso professor de alemão discutindo com os fiscais por bastante tempo, explicando que a menina não falava alemão e havia acabado de chegar, pra eles falarem a mesma coisa que os fiscais falaram pra mim: “Se você quiser recorrer, tem que ir no escritório da empresa que cuida do transporte. Eu não tenho poder de tomar decisão.”. Parece até algo sensato, mas é mentira deslavada.
Eu fui no escritório da empresa do transporte, e levei meu cartão de embarque, endereço do airbnb, ia explicar tudo de novo pra ver se lá mostravam compaixão ou bom senso. A pessoa que estava lá atendendo foi a pessoa mais grossa que eu já conheci na minha vida. Grosso é pouco, simplesmente abominável. Fiquei novamente discutindo com ele, dizendo que não faz sentido multar alguém por fazer algo sem gravidade nenhuma, resultado de ignorância temporária. A resposta foi: A culpa foi sua de não ter se informado o suficiente antes de ter vindo pra Alemanha!
Por que não publicam um livro sobre como usar o transporte público de Berlin e fazem a pessoa passar por uma prova antes de poder entrar na cidade? Isso faria mais sentido. E o website da empresa, a BVG, é ruim, o que não facilita encontrar informação lá sobre isso.
Muitos dos alemães me disseram: “ Não sei por que você está tão brava, é assim em qualquer país!”. Mentira. Não é. Já morei e visitei país o suficiente, e cometi erros parecidos em alguns deles, e NUNCA ganhei uma multa por estar tentando fazer a coisa certa. Tenho vários exemplos, inclusive.
Pra mim, essa regra e esse tipo de atitude é absolutamente inaceitável. Aprendi mais sobre a mentalidade alemã, e não gostei do que aprendi. É claro que eu não espero que eles mudem, mas eu não quero ter mais nada a ver com a Alemanha depois dessa. Não sei se pra sempre, mas por um bom tempo.
Há não muito tempo atrás, alguém lá decidiu que ser judeu era crime, e eles pagaram com a vida. Eu paguei 60 euros, o que comparado é bem pouco, mas o suficiente pra eu não querer saber.

Friday, 25 May 2018

Berlin - 5 anos depois


A minha empresa tem escritório em Berlin, e meu chefe havia falado pra eu eventualmente fazer uma viagem pra lá pra conhecer as pessoas e facilitar a comunicação. Aproveitei que ia no casamento da minha irmã na Itália e fui pra Berlin na semana anterior. Unindo o útil ao agradável.
A viagem até lá é meio chata, pois de Boston não tem vôo direto, então tive que fazer escala em Madrid. Cheguei cansada, mas bem no air bnb, que ficava em Frankfurter Tor. Depois de um cochilo recuperador eu saí pra encontrar minha amiga Suzanne, que conheci na época que eu morei em Berlin. Quando marquei a viagem eu não sabia que chegaria num fim de semana prolongado, então acabou que estava tendo um festival em Kreuzberg bem nesse fim de semana. No domingo estava muito cheio, então resolvemos ficar pelos arredores de Schnöneberg, bairro onde a Suzanne mora, que ainda retém um ar de “comunidade local”. A Suzanne mora lá há vários anos e conhece bastante pessoas. Caminhando na rua ela sempre tem alguém pra cumprimentar. Achei engraçado que passamos por uma casa vermelha toda pichada, com um sofá na calçada, bem na frente da casa, coisas que só se vê em Berlin. Ali do lado haviam 3 caras no que parecia ser uma oficina de bicicleta, sentados cada um num banco, tomando cerveja. Acabou que eram amigos da Suzanne e ficamos sentadas ali com eles, conversando. Eles tomando cerveja e fumando como loucos. O bom foi que puder praticar bastante alemão. Fiquei bem feliz, pois a Suzanne falou que meu alemão continua ótimo, fluente, e eu entendia tudo o que ela me falava. Depois de um tempo ali conversando, fomos jantar num bar e restaurante ali perto, chamado Blues Garage, onde eu ia com ela nas quintas-feiras pra ver jam session. Comi um Leberkäse bem gostoso, e adivinha se não tinha mais conhecidos da Suzanne ali, numa mesa grande, rindo e falando alto, meio bêbados. Era até engraçado. Eu e ela sentamos em outra mesa pra comer, e do nosso lado sentou um casal, e depois começamos a conversar. Ambos advogados, estavam nos contando sobre a profissão deles em Berlin.
Segunda-feira, dia do feriado, fomos pro tal festival. Estava menos cheio, mas ainda assim tinha bastante gente. Não achei nada demais, mas no fim dele assistimos uma mulher de Madagascar cantar com a banda dela num dos palcos. Foi diferente...

Leberkäse no Blues Garage em Schöneberg
Minha amiga Suzanne
Festival em Kreuzberg
Cenas de Berlin


Passei a semana inteira trabalhando, entre o escritório de Prenzlauer Berg e o novo, que fica num prédio de 1940, que estava abandonado e agora estão recuperando e transformando em escritórios. Todo mundo que eu conversei em Berlin falou que os preços de aluguel estão ficando caros demais lá, e minha empresa, precisando de mais espaço, teve que ser criativa e se mudar pra um lugar diferente. É chatinho de chegar lá, mas o prédio fica bem na beira do rio Spree e tem bastante verde por perto. Fiz uns vídeos pra tentar mostrar o lugar, principalmente o elevador, o qual usei uma vez e não tive mais coragem de usar.
Todo dia tive algo diferente pra fazer: ou jantava com a Suzanne, ou com o pessoal do trabalho. A semana passou rápido, e quando vi já era sábado de manhã, e o André, que estava em Londres a trabalho, chegou. Eu saí do air bnb e fui ficar no hotel com ele, o Hilton que fica em Berlin Mitte. Um baita hotel, muito, mas muito bom. E o melhor de tudo era que tinha piscina. Estava o maior calor em Berlin, com temperatura perto de 30 graus (ou mais), e ter aquela piscina pra se refrescar de tarde foi tudo de bom. Fui numa loja comprar maio (não tinha levado roupa pra banho) e me esbaldei naquela piscina. No fim de semana eu e o André passeamos por Berlin, encontramos uma amiga da faculdade que mora lá já faz alguns anos, com o marido e o filho, passamos pela rua onde eu morei e por Mauerpark, no mercado de pulgas. Do lado do apartamento que eu morei em Prenzlauer Berg tinha um café pequeno, mas muito aconchegante e com comida boa, chamado Zückerstück. Eu havia visto no google que ele havia fechado, mas quando passamos na frente li um aviso que falava que estavam reabrindo no dia seguinte ao dia que iríamos embora!

Sacada da empresa onde trabalho
Um dos corredores gigantes no prédio da empresa
Um dos diversos ursos espalhados por Berlin
Fernseh Turm em Alexander Platz
Frankfurter Tor
Jantar saudável
Berlin Mitte - vista do quarto do hotel
Jantar em Berlin Mitte
Kolowitz Platz, em Prenzlauer Berg


Foi bom ter ido pra Berlin de novo depois desses anos, durante o verão, mas resolvi que não é pra mim. No próximo post explico o(s) motivos(s).

https://www.youtube.com/watch?v=gm6Zs3DfCVc&feature=youtu.be

Sunday, 6 May 2018

Cape Cod + Harvard Spring Festival

Sábado deu um dia lindo de sol e resolvemos aproveitar pra conhecer alguma cidade de Cape Cod, aquele cabo que parece um braço de siri no mapa, cerca de 1:30 ao sul de Boston.
Cape Cod é muito famoso com as pessoas daqui de Boston, com muitos delas tendo casas de veraneio lá. As ilhas de Martha' Vineyard e Nantucket possuem mansões milionárias lindíssimas, com vista pro mar. Ouvi dizer que Provincetown, a cidade mais ao norte do cabo, é onde fica o agito. Este verão quero ir lá conhecer. Mas no passeio de sábado fomos pra uma cidade bem começo de Cape Cod, 1:30 de carro da nossa casa, chamada Falmouth.
A cidade em si não tinha nada demais, mas a praia que tinha ali era bonita e estava bem tranquila. Foi a primeira vez do Enee na praia, e ele adorou ficar correndo pela areia, cheirando as conchas e o ar marinho. Só que ele detesta água, e não quis chegar perto do mar de jeito nenhum!
Brincou com outros cachorros que também estavam na praia, rolando na areia.
Recomendaram que visitássemos a praia de Silver Beach, cerca de 10km de onde estávamos. Já era hora do almoço quando chegamos, e achamos um hotel com um deck e um restaurante na beira do mar, chamado Sea Crest Beach Hotel. Tinha uma piscina interna e outra externa, que dava bem na frente do mar. Sentamos numa mesinha ali entre a piscina e o mar, protegidos do vento. Pra minha sorte eu tinha passado bastante protetor solar e stava de boné, pois apesar de não estar necessariamente calor, o sol estava forte.
O Enee estava morrendo de calor. O pêlo dele estava comprido, e por ser escuro, ele sente mais calor, como se estivesse usando um casaco de pele. Ele deitou embaixo da mesa, bem comportado, e demos uma tigelinha cheia de gelo pra ele, que ele adorou ficar mastigando pra se refrescar.
A comida estava gostosa. O André comeu um lobster roll e eu uma salada de salmão. Eu resolvi tomar uma cerveja. Isso mesmo, cerveja. Sempre detestei cerveja, mas resolvi tomar a tal Coors light, e confesso que gostei.
Depois do almoço fomos caminhar na praia, que me lembrou as praias de Floripa, com pedras num canto e uma boa faixa de areia, que era fininha e branquinha. A água era de cor parecida com água das praias de Floripa também, mas extremamente gelada. Sem chance de eu conseguir nadar lá, nem em dias de muito calor!
Voltamos pra Boston logo depois disso, pra alguns compromissos. Vi depois no website do hotel hoje que em alguns quartos eles aceitam cachorro, então existem grandes chances que voltaremos praquele hotel pra uma estadia num final de semana no verão.

Passeio por Falmouth e Silver Beach, em Cape Cod

Domingo foi mais um dia cheio, e depois de uma soneca recuperativa de tarde, apesar do tempo estar meio feio, resolvemos is no festival da primavera em Harvard. Harvard não fica longe de casa e em cerca de 25 min de caminhada estávamos lá, com o Enee a tiracolo.
Haviam várias barraquinhas nas ruas, algumas vendendo comida, outras roupas, outras artesanato ou enfeites. Havia também apresentação de música e dança em cada esquina. Como já estava no fim do festival, não estava muito cheio, mas havia um número considerável de pessoas.
Comemos um arancini na barraca de comida italiana, que estava bom até. Claro, nada comparado com os feitos na Sicília. Arancini é um salgadinho igual uma coxinha, mas dentro tem arroz e algum outro recheio, como carne. Eu sempre como o de espinafre com queijo.
O Enee fez o maior sucesso, como sempre, com gente querendo dar biscoitinho pra ele, passar a mão na cabecinha dele e assim por diante.
Depois de observar uns desenhos feitos no chão chegamos até uma área separada da rua, que vendia cerveja. Adivinhe, o que fomos fazer? Isso mesmo, fomos tomar uma cerveja. Eu pedi uma Bud light. Admito que dessas cervejas que as pessoas dizem que parece água, eu consigo tomar um copo. Acho que aqui vou conseguir me socializar melhor com as pessoas, pois a cerveja não é forte como as da Inglaterra.

Tomando uma cerveja no festival em Harvard


2 casais vieram nos perguntar sobre o que deveriam ver Harvard, pois eles moram em outro estado e como vieram pra uma conferência em Boston, resolveram conhecer Harvard. Na real é o que eu já comentei nesse blog (acho). O Campus de Harvard não tem nada de espetacular. São vários prédios de estilo mais europeu, que de repente pra americano são interessantes e diferentes, mas que pra quem já esteve em Oxford e Cambridge (UK) e está acostumado com a arquitetura européia, os prédios daqui não sao nada demais. Mas foi legal ficar conversando com os casais e aprender sobre Wisconsin, a região de onde eles são, e percebi o quanto já sei sobre Boston, conseguindo dar dicas de lugares pra visitar. Tem tanta coisa que eu quero fazer por aqui ainda... Agora que é verão, quero todo fim de semana fazer algum passeio diferente!
A caminhada pra casa foi bem agradável, pois agora na primavera as árvores estão todas floridas. Eu gosto de sentir o cheiro das flores quando eu passo por elas. Logo antes de chegar em casa começou a cair a maior chuva. Enquanto o André e Enee corriam pra casa, eu abri meu guarda-chuva. Sempre prevenida hehehe

https://youtu.be/-CQmuoilo2w

Saturday, 28 April 2018

Finalmente primavera!!

Nunca a primavera demorou tanto a chegar! Este inverno foi extremamente longo e extremamente frio. Até o pessoal daqui de Boston mesmo já não aguentava mais tanto frio e neve.
Até sábado passado estava frio a ponto de usar gorro e casaco pesado (apesar de já ser fim de abril e da primavera ter começado oficialmente faz mais de 1 mês!!!), com um dia onde nevou um pouco. Mas logo, do nada, começamos a ter dias bonitos de sol e temperatura agradável. Domigo deu um dia bom. Fomos passear no Arboretum, um parque bonito estilo europeu, que fica no lado sul de Boston, num bairro chamado Jamaica Plain. Tinha bastante gente passeando lá, todo mundo querendo ficar na rua aproveitando os primeiros dias reais de primavera. Muitas pessoas com cachorro, então vários amiguinhos pro Enee brincar.
Foi um teste pra ver o Enee andar com a coleira solta, se ele ficava por perto ou se tentava fugir. Ele foi bem a maior parte do tempo.
Um dia dessa semana passada almocei com uma amiga num caffe que tem perto do meu trabalho, numa mesinha na rua. Estava ótimo.
Hoje, sábado, deu mais um dia bonito, desta vez com temperatura perto de 20 graus. Fomos fazer um passeio por uma reserva chamada Breakheart Reservation, no norte de Boston, cerca de 20 min de carro daqui de casa.
Tem 2 lagos lindos lá, cercados por floresta, por onde fizemos trilha. O Enee simplesmente adorou ficar explorando certos cantos do lugar. Ia cheirar as árvores e folhas, mas sempre ficava por perto de nós, de olho onde estávamos. Se o chamávamos, voltava logo pro nosso lado. Foi aprovado pra andar sem coleira quando o lugar assim permite!
Depois do passeio fomos no centrinho de uma cidade ali perto, chamada Melrose. Tem uma padaria absolutamente fantástica ali, chamada Damicis (http://www.damicis.com/melrose.html), que tem sanduiches excelentes, além de doces, chás, café e outras opções. Era tudo ótimo, inclusive o Apfelstrudel que eu experimentei. Altamente recomendada. Me lembrou alguns lugares da Europa, pois tinha mesinhas na rua e o tipo de comida e doces que servia parecem os da Europa. Aqui não é fácil encontrar cafes que não sejam Starbucks, muito menos encontrar lugares com mesa na rua.
E assim, começamos a aproveitar a melhor época do ano em todos os sentidos.



https://youtu.be/gWk6hdOaSxs

Thursday, 29 March 2018

Carteira de motorista em Massachusetts

Quando eu acho que acabei de me preocupar com a burocracia americana, eis que surge algo novo. A última coisa que me estressou com burocracia e ineficiência foi tirar carteira de motorista aqui em Massachusetts.
Na Nova Zelândia eu tive que fazer teste prático de motorista, o que fazia sentido, já que lá é mão inglesa e minha carteira de motorista era do Brasil, onde dirigimos do lado direito (o lado certo, por sinal, se bem que essa opinião varia de acordo com o país onde a pessoa aprendeu a dirigir hehehe), portanto queriam saber se eu sabia dirigir no lado esquerdo da rua. Não vou dizer que foi a coisa mais tranquila do mundo, lembro de algumas coisas estressantes (com a máquina velha que usaram pra fazer meu teste de visão e queriam me reprovar. Tive que protestar e pedi pra usar outra máquina), mas nada comparado com aqui.
Na Inglaterra eu simplesmente troquei a carteira da Nova Zelândia pela Britânica, sem problema algum.
Aqui eu tive que fazer uma prova teórica e uma prova prática. Parece razoável, mas existem muitas particularidades envolvidas que significam que não é.
Pra prova teórica, temos que estudar um manual de 180 páginas, que contém tudo quanto é tipo de informação, que não necessariamente cai na prova, o qual não faz sentido algum decorar. Entretando, não existe nenhum tipo de conteúdo pra ser focado na prova, com o RMV (a entidade de Massachusetts que emite carteiras de motorista) dizendo que tem que estudar tudo o que tem lá. Por exemplo, o tipo de penalidade que menores de 18 anos (aqui pode-se tirar carteira provisória com 16) tem se fizerem isso ou aquilo (não são poucas as penalidades), ou então que tipo de licensa seu carro precisa ter (dá pra pesquisar na internet quando vai licenciar o carro, não precisa cair na prova). Fiquei 2 semanas estudando o tal manual, e juntando a papelada toda. Precisa do numero da seguridade social, passaporte com visto, o I-94 (um papel nada a ver que tenho que apresenter sempre, por ser estrangeira), e mais trocentas coisas. Pra fazer a prova teórica não é necessario agendar, você vai num escritório do RMV (dá pra ver no site deles os lugares onde dá pra fazer a prova), pega uma senha, e espera ser chamada. Vão conferir a papelada toda e se estiver tudo certo, você vai numa salinha com computadores e responde 25 questões. Se acertar 18, você passa. Da primeira vez que eu fui não consegui fazer a prova, pois o meu nome estava errado no cartão da seguridade social. Eu tinha esse cartão fazia uns 6 meses, mas não sabia que o nome estava errado. Isso porque americano tem manis de colocar sobrenome antes do nome, e era assim que estava no meu cartão. Achei que fosse coisa de americano. Entretanto, o correto era ter o meu primeiro nome antes do sobrenome, como se faz no Brasil. Rejeitaram minha papelada e falaram pra eu mandar refazer o cartão. Lá volto eu pra seguridade social, lugar pro qual espero não ter que entrar de novo. Acho que nem relatei aqui, mas da primeira vez que fui fazer o cartao da seguridade social, fui na filial do centro de Boston e fiquei 2 horas (literalmente) na fila esperando ser atendida, pra chegar na minha vez falarem que estava faltando papel. Isso que eu conferi de acordo com o site deles antes de ir. Na segunda tentativa cheguei bem cedo, de manhã, e fui atendida mais rápido, mas por uma pessoa com extrema má vontade, que ficou reclamando que meu nome era muito comprido pro cartão, e que ela ia ter que mandar um pedido pra Nova York pra mudar meu nome pra caber no cartao e que por isso ia demorar pra recebê-lo. Foi aquela burra incompetende que achou que meu sobrenome era meu nome, erro que só quem é muito ignorante poderia cometer. Mas voltando ao assunto, fui numa outra filial da seguridade social, a de Cambridge, e fui bem melhor atendida. Em 2 dias estava com o cartão novo em mãos, que foi quando voltei ao RMV pra fazer a prova teórica.
Passando na prova, vc volta no guichê da atendente, que te dá um papel, que é o seu driving permit. Com ele, você pode dirigir aqui, desde que tenha alguém com mais de 21 anos, que tenha carteira americana há mais de 1 ano, no carro com você. É ÓBVIO que eu não fazia isso, e continuava dirigindo com a carteira britânica.
Eu queria tirar essa carteira o mais rápido possível, então assim que tirei o permit, tentei marcar a prova prátia, que precisa de agendamento prévio.
É possível marcar a prova pelo site do RMV, entretanto adivinhem se o formulário aceitava meu sobrenome? É óbvio que não cabia, pois americano só tem 1 sobrenome. Tive então que ligar pro RMV e esperar 20 minutos pra ser atendida. Isso foi no começo de janeiro. E adivinha pra quando tinha prova prática? Pros lugares perto de Cambridge, onde moro, não tinha disponibilidade nenhuma pelos próximos 2 meses, que é a antecedêcia máxima pra marcar a prova. Tive que marcar pra um lugar bem longe, 30 min de carro da minha casa, pro dia 8 de março!! Mas marquei. Aí tive que tentar achar um sponsor, que é uma das particularidades pra tirar carteira aqui em Massachusetts, que outros estados nao pedem. O sponsor é alguém com mais de 21 anos, que tenha carteira americana ha mais de 1 ano. Essa pessoa tem que sentar atrás de você durante o teste. Pra um adolescente de 16-18 anos, faz sentido. mas pra um adulto que já dirige há vários anos, o qual a lei permite que dirija com carteira estrangeira por 1 anos, é absolutamente ridículo! Combinei com uma menina do trabalho, e ela concordou em ir comigo. Ah, e claro que o teste só pode ser feito dia de semana, entre 9 e 5 da tarde, então serão 2 adultos que precisarão sair do trabalho pra isso.
E foram se passando os dias de inverno, deprimentes como eles são, e no dia 8 de março caiu a maior tempestade de neve dos últimos anos. Todos os testes de direção foram cancelados. O RMV simplesmente fecha em dia de nevasca, não tem atendimento telefônico.
Depois de 1 mês e meio de espera, simplesmente tive que recomeçar a espera do zero. Liguei diversas vezes pro RMV e era impossível falar com eles no telefone. Só tocava uma mensagem gravada dizendo que estavam ocupados demais pra atender (óbvio, depois te não terem trabalhado no dia da neve, ia acumular mais trabalho), independente do horário que eu ligava.
Eu entrava no website deles pra tentar visualizar minhas informações (que eu conseguia fazer depois do que cara havia marcado meu teste inicial), e simplesmente o site não funcionava mais.
Aí veio o agravante. O site deles tinha um alerta especial falando que a partir de 26 de março, pra poder tirar carteira, é necessário apresentar visto válido por pelo menos 12 meses. Meu visto vence final de fevereiro de 2019, ou seja, menos de 12 meses a partir de agora. O plano é renovar o visto, entretanto só pode fazer isso 6 meses antes do visto vencer. Ou seja, eu estava sujeita a não poder dirigir legalmente até conseguir renovar o visto. Como eu iria renovar o seguro do carro? Como eu iria pro trabalho todo dia? Iria arriscar ser multada ou até deportada (vai saber o que fariam, com esse clima anti-estrangeiro que assola esse país)?
Mandei email pro RMV pedindo confirmação dessa minha interpretação da mensagem no site deles.
Comecei então a ligar pra auto escolas, pois eles compram todas as vagas pra testes. Falei com várias, e nenhuma tinha disponibilidade pra uma prova prática recente. Além disso, cobram mais de $200 pra "te dar uma aula" antes da prova e aconselhar se eu estaria ou não preparada pra fazer a prova. Quando mandei todo mundo pro inferno.
Aí fico sabendo que o RMV iria fechar do dia 23 ao dia 26 de março pra implantar um sistema de informática novo, então se eu não fizesse a prova em 1 semana, já era....
Depois de 1 semana tentando falar com eles no telefone, resolvi tentar usar o atendimento telefônico automatizado, que nunca conseguia achar minhas informações. Não tinha esperança, pois o site continuava dando erro. Só que achou minhas informações e vi que tinha disponibilidade pra um teste de direção na semana seguinte, perto da minha casa. Marquei. Depois vi que havia previsão de tempestade de neve bem naquele dia, o que possivelmente significa que alguém cancelou o teste por causa dessa previsão, e por isso consegui a vaga.
Resolvi arriscar e deixar o teste marcado, uma quinta-feira, dia 22. Acabou que a previsão não se concretizou, e a neve que caiu de manhã era pouco e logo parou. Fui pegar minha amiga no escritório (eu trabalhei de casa aquele dia) e fomos até Watertown pra eu fazer a prova.
Não tinha quase ninguém lá, e haviam 3 caras numa salinha onde dizia Road Tests. Entreguei meu application form e meu permit, e minha amiga entregou a carteira de motorista dela, e ele mandou eu levar meu carro até um determinado lugar atrás do escritório do RMV pro teste começar.
Tive que desligar todas os sensores que o carro tem (carro americado é sempre moderno, com sensor pra tudo, o que facilita bastante a vida do motorista, devo dizer). A câmera que dá visão atrás do carro na hora de dar a ré não tem como desligar, então tive que colar um papel por cima.
O cara pediu pra eu ligar o indicador pra direita, depois esquerda, engatar a ré, e mostrar os sinais com o braço (isso tem no manual da prova teórica), e perguntou se eu já tinha carteira. Falei que sim e ele quis saber há quanto tempo, e quando falei 20 anos ele deu uma risadinha.
Me mandou então ligar o carro e seguir em frente, depois entrar a direita, e numa rua quieta tive que fazer a volta com o carro, e depois dar a ré por uns 20 metros. O importante é sempre olhar por cima do ombro pra dar a ré ou pra entrar a direita e esquerda, e não somente nos espelhos, senão te reprovam. Vale a pena dar uma olhada nuns vídeos do youtube sobre que tipo de coisa vão pedir pra vc fazer. Dependendo de quem você pega na prova, pode ser alguém que vai tentar te reprovar por qualquer coisa, mesmo vendo que você sabe dirigir (aconteceu com minha amiga). No meu caso o cara foi bem tranquilo, e em 5 minutos o teste havia acabado.
Consegui fazer o teste no último dia antes do deadline pras novas regras! Aí depois, no mesmo dia, chega email do RMV, em resposta ao meu, falando que o importante é o visto ter sido emitido por mais de 12 meses, e não que seja válido 12 meses a partir da data do teste. Oh well...
Agora tenho que esperar chegar a carteira no correio. Sei nao, do jeito que são, capaz de não chegar dentro do prazo e eu ter que me incomodar de novo.
Inclusive, eu tava lendo um artigo no Boston Globe, de 2012, que falava justamente da demora pra conseguir testes de direção, e o fato de que o sistema de informática é ineficiente. Em 6 anos, nada havia mudado. Vamos ver se esse novo sistems vai ajudar em algo...
Minha conclusão é que serviço públio nos Estados Unidos é tão ruim, incompetente, desagradável e ineficaz quanto no Brasil.

Update: A carteira chegou pelo correio 9 dias depois. Até que essa parte não foi tão mal assim.

Friday, 23 March 2018

O inferno é um lugar frio

O inverno em Boston é um inferno. Um inferno frio. Eu tenho certeza que o inferno é um lugar gelado. Como Boston no inverno passado.
Foi meu primeiro inverno aqui, e não vou ficar falando das coisas maravilhosas do inverno, pois elas não existem. Não tenho mais saco de ir esquiar, não me interessa ficar embaixo das cobertas, odeio absolutamente tudo sobre o inverno. Na Inglaterra eu já odiava quando nevava e achava o frio inconveniente o suficiente. Mal sabia eu que um dia iria estar morando num lugar onde o inverno é extremo.
Do começo de Dezembro até o fim de Abril estava frio. Frio de usar gorro e casado pesado. Só que o casaco que eu usava em Londres, da Northface, não dá nada no frio daqui. O André me deu de presente (antes de eu ter começado a trabalhar) o casaco mais quente que conseguimos achar nas lojas, de uma marca chamada Canada Goose. Eu preferiria ter comprado algo que não tivesse nada de animal, mas nenhuma das demais opções era tão quente quanto o casaco dessa marca. Escolhi uma opção que não usa pele (não existe desculpa pra usar pele!!!), mas que usa pena de animais que já estavam mortos. Menos mal.
Esse casaco foi minha salvação. Além dele, comprei botas acolchoadas pra neve e outras roupas térmicas. Mesmo assim, ficar na rua por mais de 15 minutos quando a temperatura está -15 graus  é, pra mim, impossível.
Enee na porta de casa

Diversas vezes tive que sair com o Enee pra levá-lo no parque aqui do lado de casa pra ele dar uma volta e fazer as necessidades, e logo tinha que voltar correndo pra casa de tanta dor nas mãos, que por mais que eu usasse duas luvas, chegava a doer de tanto frio. E eu ainda tenho a síndrome de raynaud, para a qual o frio é bem perigoso. Só pra minha cabeça mesmo ter aceitado vir morar aqui.
Tivemos diversos meses com temperatura máxima de -10 graus. Máxima. Pensa nisso. A hora mais quente do dia tinha temperatura de -10 graus.
Ah, e a neve... Tivemos diversas tempestades de neve. Foi uma tempestade grande no começo de janeiro, logo depois de termos chegado da Flórida, e aí a neve parou até março. Mas em março ela voltou com tudo. Foi MUITA neve no começo de março. Eu juro que tentei ficar positiva, tanto que no vídeo deste post eu estou tentando ver o lado interessante e diferente de viver em um lugar com inverno rigoroso, mas devo confessar esse estado de espírito durava pouco.
O Enee gosta da neve. Ficava enterrando a cabeça na neve tentando cheirar o chão e gostava de ficar pulando de um lado pro outro, parecendo um coelho. Teve um dia que saí com óculos de esquiar, pois senão não dava pra enxergar nada de tanta neve que caía. Fora o vento forte, que cortava a pele.
Eu odeio neve e odeio frio. Não tinha mais roupa pra usar no trabalho (como se vestir de forma elegante usando trocentas camadas de roupa??). Por semanas, não fazia nada que não fosse entrar no carro pra ir de casa pro trabalho e do trabalho pra casa ou pra academia.
È verdade que vi o sol aqui mais vezes do que eu teria visto se estivesse em Londres (o sol não aparece em Londres no inverno), mas simplesmente não existe vida fora de casa durante o inverno em lugares como Boston. Sinto falta de Londres. Não gosto do inverno de Boston.

https://youtu.be/JcYHNwgRq1g

Foto engraçada





Saturday, 3 March 2018

Procurando e encontrando um emprego em Boston

Uma das coisas que mais me estava frustrando aqui em Boston era a procura de emprego. Desde que saí do Brasil nunca tive grandes problemas em encontrar emprego na área de tecnologia. É uma área com bastante demanda e eu sou muito boa no que faço.
Eu via vários problemas com Boston neste quesito:
- o mercado daqui é bem menor comparado com Londres
- pra área de tecnologia que eu queria trabalhar, as opções aqui são bem limitadas
- a cultura de contratação daqui faz com que procurar emprego exija dedicação em tempo integral. 
- Boston tem mercado bom pra quem quer trabalhar em start-ups, pois está cheio delas. Só que a maior parte dessas empresas só querem programadores e eu não tenho mais saco de só ficar programando.
- As grandes empresas que tem time de arquitetura pra tecnologia são na área farmacêutica ou de seguros e pedem que os candidados tenham experiência nessas áreas pra serem considerados, o que não é meu caso.
- As empresas de recrutamento daqui são COMPLETAMENTE INÚTEIS. Se em Londres já era difícil lidar com recrutadores, aqui é uma verdadeira perda de tempo.

Em setembro eu havia mandado meu currículo pra um museu que estava a procura de arquitetos de tecnologia. Em outubro, quando estava visitando o Brasil, entraram em contato querendo me entrevistar. Assim que cheguei de volta em Boston já fui na entrevista. Gostaram muito de mim, e o cara que seria meu chefe falou que eu era a única candidata qualificada pra fazer o que ele queria. Parecia promissor. 2 semanas depois voltei lá pra entrevistar com RH e fiz uma entrevista técnica com o resto do time. 2 semanas passaram e eu não havia tido mais noticias deles. Estava toda empolgada pra ir trabalhar lá e criar soluções tecnológicas pros problemas deles! Fiquei esperando contato e nada... mandei email falando que estava entrevistando em outras empresas e nada...
Estava indo a Meet-ups de tecnologia, que sempre tem gente procurando candidatos, inclusive ia me oferece pra dar um talk numa dessas sessões de Meet-up, mandei mensagem pra foruns de arquitetura, entrei em contato direto com pessoas desse fórum, inclusive encontrei um deles em pessoa pra um café, e mesmo assim nada.
Em dezembro eu recebo uma mensagem no linkedIn de um cara de uma empresa de impressão 3D. Não levei fé, mas claro que respondi a mensagem e marcamos uma conversa por telefone. A conversa foi bem promissora, com eles bem interessados no meu perfil e eu, com mais detalhes do que eles fazem e do tipo de trabalho para o qual procuravam candidatos, interessada na empresa.
É uma empresa jovem, que começou no MIT. Tem até um filme no Netflix sobre impressão 3D, onde mostram o CEO dessa empresa e as instalações em Sommerville, parte da grande Boston.
Assisti o filme no fim de semana, e na semana seguinte recebi um email deles com um exercício pra eu resolver e apresentar na entrevista em pessoa.
Fiquei 4 dias resolvendo o exercício,  pesquissando e documentando minha resolução da melhor forma qu eu sabia, além de mandar perguntas pra eles sobre coisas que não estavam claras. Queria que a minha resoluçao fosse a melhor que eles recebessem.
No dia da entrevista me surpreendi, pois fui entrevistada por 6 pessoas, incluindo o CEO da empresa, que apareceu no filme. Eles todos gostaram de mim, e vários me falaram que a minha resolução foi a melhor que a empresa já recebeu praquele exercício. Todo o esforço valeu a pena. Me fizeram uma oferta de emprego lá mesmo! Aceitei 2 dias depois, e avisei o museu que estava fora do mercado. Ficaram super desapontados, mas reconheceram que a demora em seguir adiante foi erro deles.
Comecei a trabalhar dia 20 de dezembro, logo antes do natal. Culturalmente, a empresa é o oposto de todos os lugares que eu trabalhei em Londres: pessoas bem jovens, cultura bem relax, pode usar a roupa que quiser, não tem que bater cartão (sempre odiei fazer isso), servem almoço 3 vezes na semana, com opção saudável, além de frutas, nozes, petiscos e refri a vontade durante o dia. Tem até choppe a vontade. O horário de trabalho é flexível, pode trabalhar de casa se precisar e não tem limite de férias: entregando o trabalho pode tirar férias, o que não é comum aqui nos EUA, onde a maioria das pessoas consegue 1 ou 2 semanas de férias depois de alguns anos na empresa
O trabalho é bem legal, misturando o lado técnico com arquitetura. Programo às vezes, mas faço bastante reunião com outras áreas do negócio e faço a arquitetura das solucões deles.
Estou bem feliz com meu novo emprego! A longa espera não poderia ter resultado melhor! E pra completar os benefícios, pode levar cachorro pro escritório!!! O Enee já foi várias vezes comigo, e fica lá deitado na caminha dele enquanto eu trabalho. A cada 2 ou 3 horas levo ele pra sair e fazer as necessidades dele (o que confesso que no frio negativo não é fácil!), e inclusive participa de reuniões comigo.
Enee com um dos meus colegas de trabalho

Meus colegas são bem simpáticos, e volta e meia tem alguma atividade. Essa semana teve patinação no gelo e karaoke, que foi bem divertido.
Agora é mão na massa e mostrar serviço! Como é bom levantar todo dia com vontade de chegar logo pra trabalhar!

Visita a Ilha do Campeche

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