Saturday, 16 June 2018

Freedom Trail

Num fim de semana ensolarado e quente do verão bostoniano, resolvi fazer a tal da Freedom Trail, ou a Trilha da Liberdade.



Esta atividade é com certeza uma dos "must-dos" de quem vem visitar esta cidade, cuja atratividade, para pessoas fora do mundo acadêmio, para as quais Harvard e MIT são os principais motivos de visita, está fortemente relacionada ao seu papel na história da independência dos Estados Unidos. A Freedom Trail conta parte desta história e aproximadamente 4 kilômetros. Ainda que meu aprendizado tenha sido um tanto superficial, tenho certeza que vai enriquecer minha estadia pelos próximos anos aqui nesta terra.
Para começo da trilha, no qual tive que me descolar de Cambridge, onde resido, até o centro de Boston, resolvi apresentar ao meu cachorro um meio de transporte comunitário, como parte da minha função de expô-lo às mais variadas situações possíveis, com objetivo de evitar futuros ataques de pânico da parte dele. Pegamos um ônibus em Cambridge até a estação de metrô de Harvard. Já no ônibus pude perceber a agradabilidade das pessoas daqui, muito superior a das pessoas da Inglaterra. O motorista perguntou se o Enee não pagaria passagem, e ao ver minha hesitação não demorou a sorrir e dizer que era uma brincadeira. No metrô, não demorou pra que um funcionário viesse ao meu auxílio ao me ver com o Enee no colo tentando colocar mais crédito no meu cartão. Enquanto esperava o metrô, mais atenção foi dispendida ao meu pequeno canino, que mais parace um bicho de pelúcia com vida.
Fiquei com ele no colo a viagem inteira, tamanho o seu desconforto com a situação nova: barulhos novos, altos, cheiros diversos misturados no mesmo ambiente, luz fraca típica de um carro de metrô, túneis, e por aí vai.
Imagino que o seu alívio em ter saído do metrô não durou muito ao ter se deparado com o centro de Boston, com mais barulho, mais cheiros e mais pessoas do que está acostumado a ver. Lá não foi diferente, e logo foi o centro das atenções de diversas pessoas, que o deram água e biscoitos.
Para amenizar a falta que sinto de Londres, resolvi parar num Pret-a-manger e comprar um sanduíche de atum, uma das poucas coisas em comum no menu entre os 2 países, e pus-me a caminho do Boston Common, parque central de Boston, e começo da Freedom Trail.
Haviam bastante pessoas lá, sentadas nas mesas da pracinha dentro do parque, cercadas de vans servido comida e sorvete. Como boa inglesa, sentei-me na grama do parque ao invés da mesa, pois queria fazer um picnic de verdade, onde mesa não faz parte. Enquanto comia, tentava dividir minha atenção entre o ir e vir ao meu redor, e ler sobre o que encontraria na trilha.
Os diversos vídeos compilados num só terão mais informações do que eu serei capaz de escrever aqui, e o site da Freedom Trail (https://www.thefreedomtrail.org) com certeza tem ainda mais, para os interessados nos detalhes históricos e precisão dos eventos. O que relatarei será da minha experiência fazendo a trilha, mais do que a história que a trilha conta.
A história do Boston Common é interessante e lembra a história de muitos parques em Londres, no sentido de qe foi adquirido por alguém de posses num passado remoto, e que em algum momento foi destinado para o domínio público, para que cidadãos comuns pudessem usufruir dos gramados verdes, árvores, e tranquilidade num centro urbano. Se não me engano, um dos motivos pelos quais o dono do Common o passou para a cidade de Boston foi que a região ficou urbanizada demais para o gosto dele, que preferia os lugares mais remotos.
Logo ao lado do Boston Common tem uma igreja de Park Street, fundada no começo dos 1800s. Esta igreja foi cenário de muitos protestos para uma maior justiça social, entre elas a abolição da escravatura.
Eu e Enee no Boston Common
Onde Paul Revere foi enterrado
A mais antiga escola pública do país
Roupa típica da época da revolução
Estátua de Paul Revere
Um dos sites da trilha


A trilha é facilmente seguida através dos tijolos na calçada, que nos guiam a cada um dos lugares de interesse. E junto comigo haviam dezenas de outras pessoas, grande maioria turistas, que estavam interessados em aprender mais sobre a história contada na trilha. Muitos faziam parte de grupos com um guia particular, dos quais eu de vez em quando eu ouvia com gosto as peculiaridades que fazem valer o dinheiro pago, muitos vestidos a caráter com roupas da época da independência.
A próxima parada foi o Ganary Burying Ground, um cemitério criado nos 1600s, onde muitos cidadãos notáveis foram enterrados. Entre eles, Paul Revere, que pelo que eu aprendi foi o principal personagem nesta história toda. Não só nesta trilha, mas nos eventos que se sucedem a independência americana (como a maratona de Boston), ouvi falar deste nome diversas vezes, sempre com muito orgulho. Outras paradas de interessa na trilha são a casa onde Paul Revere morou, em North-end, e uma estátua em sua homenagem em um dos parques.
Cachorro não pode entrar no cemitério, o que é compreeensível, mas como o Enee é pequeno o suficiente pra ser carregado, me deixaram entrar com ele na condição que ficasse no meu colo o tempo inteiro.
Passei pela primeira escola pública dos Estados Unidos, de 1635, onde estudou Benjamin Franklin, e também pelo site do massacre de Boston, o evento que deu início a revolução, quando um dos soldados reais revidou com um golpe com sua arma um homem, por ter proferido ofensas à coroa britânica (ou um dos seus oficiais). Outros homems que estavam ao redor começaram a atacar o soldado com bolas de neve e pedras, ao que outros soldados vieram ver o que estava acontecendo, e começou a maior briga. Obviamente que os guardas armados tinham vantagem sobre os civis desarmados, e a ignorância falou mais altos e acabaram atirando, resultando na morte de 5 pessoas. Paul Revere publicou e circulou um folheto sobre o episódeo, chamando de massacre, que fomentou o descontentamento de muitos com a presença de tais oficiais em Boston. Esta foi uma das maiores sementes plantadas que deu força as vozes contrárias a condição de colônia.
A trilha passou também por Quincy Market, uma área legal do North End, com bastante restaurantes e mercados. Estava cheio de gente, e foi onde parei pra ir no banheiro. Confesso que não foi tarefa fácil enfrentar a fila do banheiro e usar o cubículo com o Enee junto, pois ele queria escapar por baixo da porta.
Foi interessante passar pela Charleston Bridge com o Enee, em direção ao fim da trilha, pois a parte por onde passamos nós pedestres não é de concreto, mas sim de uma estrutura de ferro, com buracos por onde se vê o rio embaixo. A ponte treme, e os carros passando fazem um barulho imenso, coisas nada agradáveis para os caninos. Mas o Enee, apesar de estar tremento de medo, conseguiu cruzar caminhando. Na metade do caminho havia um casal vendendo água gelada (estava o maior calor), e eles ficaram impressionados e encantados com o Enee, e deram gelo pra ele comer.
No outro lado da ponte vi o barco USS Constitution, que foi utilizado em uma das batalhas com os britânicos, e em parte construído adivinhem por quem? Ele mesmo, Paul Revere...
Não fiz questão de entrar no barco, e resolvi ir logo pro ponto final da trilha, Bunker Hill. Entretanto, no caminho até lá eu descobri que estava em Charlestown. A minha orientação em Boston ainda não é das melhores, então só percebi onde estava quando reparei no estilo das casas, que é bem típico daquela área da cidade. Parei num parque bem agradável, que também tinha uma história interessante que eu li na placa, mas que não me recordo mais. Com a idade, a nossa memória fica mais seletiva... O monumento em Bunker Hill marca uma das grandes batalhas com os britânicos, que segundo a história foi a primeira batalha onde os americanos perceberam que haviam chance contra os soldados britânicos, apesar destes últimos terem vencido esta batalha.
USS Constitution
Um parque em Charleston
Bunker Hill

Ficamos cerca de 3 horas fazendo a trilha, e mais uma hora pra voltar pra casa. Pra compensar os meses horríveis de inverno, onde fiquei trancada em casa, resolvi descer umas estações antes e caminhar até em casa. Desci em Davis Square e caminhei até a nossa casa, o que deu mais 30 minutos. A caminhada por Cambridge é sempre muito agradável, e ainda vi um pouco de um jogo de baseball em Danehy Park, a caminho de casa.
Nunca vi o Enee tão cansado. Mal chegamos, ele desabou no chão e dormiu por mais de 2 horas.

Video do passeio: https://youtu.be/iRJT5B-isns

Tuesday, 5 June 2018

Almoço com esquilos e encontro com suffragete em Londres



Já que estava por estas bandas, e também pra viagem de volta a Boston não ficar tão cansativa, resolvi passar 2 dias em Londres pra rever a cidade e amigos. Queria ver como seria minha impressão de viver lá por 2 dias quase 1 ano após ter me mudado de lá. Fiquei hospedada na casa da minha amiga Jinny, e foi ótimo ter colocado o papo em dia com ela. Fomos pra um pub em Ladywell, perto de onde ela mora, e por estar um dia bonito de sol e calor (sim, isso em Londres), sentamo-nos no beergarden do pub. Tomamos uma jarra de Pims com lemonade e almoçamos comida típica de pub. A única coisa ruim são os fumantes, mas espero que logo proíbam pessoas de fumar em beergardens.
No dia seguinte não sabia direito o que fazer. Não havia planejado nada especial pra minha estadia em Londres. Podia ir pra onde quisesse na melhor cidade do mundo. Uma sensação ótima de liberdade! Acabei por ir num lugar meio diferente, que pensei e várias vezes de visitar durante os anos que morei lá, mas que acabei nunca indo: Brompton Cemetery, perto de Earls Court, West London. Conforme escrevi no blog grazineurope, no post quando visitei Highgate Cemetery, existem 6 cemitérios vitorianos em Londres, onde pessoas de interesse foram colocadas pra descansar pra sempre. Além disso, tais cemitérios foram meio que tomados pela vegetação, o que deixa a paisagem diferente, como se fosse a de um parque. No caminho pra lá comprei um almoço típico britânico: sanduíche, uma bebida e um pacotinho de chips, e levei comigo, já com a idéia de achar um canto quieto e fazer um picnic. Talvez algumas pessoas achem isso estranho ou até mórbido, mas garanto que muita gente não. Tanto que vi várias pessoas fazendo a mesma coisa, alguns lendo, outros fazendo exercício, no parque/cemitério.
Caminhei um pouco por lá e achei o túmulo da Emmeline Pankhurst, a líder das sufragetes. Eu aprendi sobre elas quando fiz a prova pra pegar cidadania britânica, e depois assisti um filme sobre o movimento (recente até, com a Merryl Streep e a Carrey Mulligan), o que realçou pra mim a importância que aquelas mulheres tiveram pra que hoje em dia eu possa votar e ter direitos iguais. Das coisas que eu mais gosto em Londres é o fato de que onde é que se vai, tem alguma história importante que se passou ali.
Sentei-me pra comer meu picnic e não demorou pra aparecer um esquilo, que ficou parado me olhado. Dei um pedacinho e pão pra ele, e ele ficou por ali mesmo. Depois vieram mais 2 esquilos, que também comecei a alimentar, e depois vieram 2 pássaros. Na real eu sei que não deveria tê-los alimentado com essas coisas, mas eu gostei de ter a companhia deles pro almoço...

Pims & lemonado no beergarden de um pub com a Jinny
Brompton Cemetery, almoçando com os esquilos
Túmulo da sufragete
Hotel em Russel Square
Estátua da Virginia Woolf, em Tavistock Square


Resolvi então ir pro outro lado de Londres visitar o British Museum e depois a British Library. Já fui lá diversas vezes, e não canso de me maravilhar com as milhares de coisas interessantes que tem pra ver e aprender nesses 2 lugares. Mas o que me chamou a atenção desta vez foi que agora, pra entrar em ambos, precisa passar por segurança pra revistar bolsas, e passa-se também por detector de metais.
Depois disso fui comer alguma coisa na estação de Kings Cross. Enquanto estava comendo vi um casal de bastante idade que parecia procurar um lugar pra sentar. Ofereci pra dividir a mesa com eles, e começamos a conversar. A senhora me contou que tem 90 anos e se mudou pra Londres pela primeira vez com 19 anos, em 1947 pra ser professora. Hoje não moram mais lá, mas vêm duas vezes ao ano pra que ela se consulte com um especialista pra um problema de visão. Queria ter ficado conversando mais com eles pra saber de Londres daqueles tempos por alguém que vivenciou, mas infelizmente não deu.
Dali fui num pub ali perto de Kings Cross encontrar algumas das pessoas que trabalhavam na Harvey Nichols na mesma época que eu, e depois de duas horas de bate-papo, voltei pra casa da Jinny.
Terça-feira eu acordei bem tarde. Foi o primeiro dia desde que comecei a viagem que levantei da cama depois das 9, e foi ótimo ter descansado mais. Encontrei um pessoal da John Lewis pro almoço, em Victoria, e depois fui pra Westminster Cathedral (onde eu ia a missa nas sextas-feiras depois do trabalho) pra agradecer a viagem e pedir pelo bom retorno. Fui até Trafalgar Square e comprei o livro Walden, de Thoreau, que conta da época que o escritor morou  uma cabana no lado Walden, perto da cidade de Concord, cerca de 20 min de casa. Quero visitar o lago e resolvi ler o livro pra saber mais sobre o lugar. Caminhei pelo Strand até Embankement e sentei-me numa daquelas cadeiras de verão que ficam espalhadas por Londres essa época do ano. Fiquei ali lendo o livro, enquanto algumas pessoas jogavam ping-pong numa mesa ali na frente.
Depois de mais ou menos uma hora fui caminhando até City of London, passando por St. Pauls, onde parei pra bater uma foto. Encontrei a Jinny num bar chamado Citysocial, que fia no 24º andar de um prédio e tem vista legal pra algumas áreas de Londres. Tomei um cosmo (ok, 2!) e jantamos ali também, batendo diversas fotos da vista, que nem duas turistas.

St. Pancras Hotel, meu prédio preferido de Londres
Drinks com ex-colegas de trabalho
Cocktails em central London com a Jinny
Westminster Cathedral, onde eu assistia missa as vezes


Quando voltamos pra casa da Jinny já era escuro, e estava no fim da minha estadia em Londres. Hoje fiquei em função da viagem de volta, arrumando a mala, comprando lembrancinhas etc. Agora estou no avião da BA de volta a Londres e mal posso esperar pra ver o André e o Enee!!  Saudades de Londres.... sempre...

https://youtu.be/ySwH1tjZ5-o

Friday, 1 June 2018

Casamento em família


Minha irmã e o agora marido dela estavam inspirados quando escolheram o lugar pra realizar o casamento e o jantar que seguiu. Foi um casamento simples, sem milhares de detalhes nem ostentação. Essas duas coisas foram providenciadas pela natureza do lugar: vistas lindíssimas do Lago di Garda e montanhas, com as ruínas do Castello di Arco ao fundo. A celebração foi pequena, só pra família próxima e alguns amigos deles. Foram convidados também amigos dos meus pais que moram ali por perto, além do primo que estava visitando Verona. O objetivo da minha irmã não era fazer festa, mas sim reunir a família. Não havia presunção com relação ao guarda-roupa, tanto é que tinha pessoas que foram de sandálias normais, outros de calça jeans. Alguns de nós, entretanto, escolhemos nos vestir como se fosse pra um casamento normal.

Algumas cenas do casamento


A cerimônia foi realizada em italiano, com meu pai de tradutor pro português (apesar de que nem precisava, pois todos lá conseguíamos entender italiano), e foi relativamente curta. Começou cerca de 2 da tarde e estava muito, mas muito calor, tanto é que até eu levei sombrinha pra me proteger do sol.
O Zé, cachorro deles, levou as alianças hehehe achei o máximo!
Depois de cerimônia batemos umas fotos. O André foi o fotógrafo oficial do casamento, utilizando a câmera do noivo), e ele estava vestido com uma roupa que o deixava parecendo um italiano daqueles de filme. Inclusive várias pessoas demoraram a reconhecê-lo, achando que era um fotógrafo profissional hehehe
Teve Champagne e alguns canapés no bar ali do castelo mesmo, e ficamos conversando por cerca de 3 horas, todos mesmerizados com a paisagem e o ambiente. Até a chuva que parecia que ia cair resolveu colaborar e não caiu.
O restaurante onde jantamos pra celebrar chamava-se La Casina, e foi dos melhores restaurante que eu já fui. Não só a comida era deliciosa, pra chegar lá a gente dirige por campos bonitos, e o restaurante em si é lindo, rústico e cercado de plantas, com ambiente dentro e fora. Estava uma noite agradável, e ficamos todos saboreando os diversos pratos que foram servidos, regados de um bom vinho e acompanhados de bastante conversa e histórias.

Algumas cenas no jantar


Foi a celebração perfeita! E o melhor de tudo foi ver meus pais super felizes de terem vivenciado esse dia.

https://youtu.be/d5VQkRbqRAE



Wednesday, 30 May 2018

Férias em família


A segunda parte da minha viagem foi na Itália, onde meus pais e irmãs nos encontramos todos pra celebrar o casamento da minha irmã mais nova em Arco, uma cidade perto de Riva de Garda.
Eu e o André voamos de Berlin a Milão, e depois de alugar um carro passamos no hotel onde meus pais estavam hospedados depois de terem chegado do Brasil na noite anterior. O hotel era perto do aeroporto, e logo estávamos os 4 a caminho de Riva de Garda. A viagem de carro é pouco mais de 3:30, mas nós paramos no caminho pra tomar alguma coisa e comer um sorvete, e quando chegamos já eram perto das 7 da noite. A última vez que tinha visto minha irmã mais nova foi em 2016, então foi legal reencontrá-la, ainda mais com meus pais junto. Eu e o André ficamos numa casa junto com a minha irmã e o agora marido dela, numa vila chamada Varone, menos de 10 minutos de Riva del Garda. Depois de passados os cumprimentos, fui deixar meus pais no hotel deles, um hotel bem bonito de frente pro Lago di Garda, sonho do meu pai. Ele chegou no quarto e abrindo a janela, com aquela vista linda, estava realizado!

Encontro com meus pais no começo da viagem
Minha mãe numa das cidades ao redor do Lago di Garda
Meu pai feliz com a vista do quarto do hotel deles
Jantar em família


Na primeira noite jantamos numa pizzeria em Riva, e juntaram-se a nós um primo meu e a esposa, que estavam de férias em Verona, e a mãe e uma tia do noivo da minha irmã. Foi um dia bem cansativo, mas feliz de estar em família.
No dia seguinte nós fizemos um almoço pra todo mundo lá na casa onde eu estava, e foi uma comilança de comida saudável, feita pelo noivo. Estava bem calor neste dia, mas na casa era fresquinho. A casa tinha vista linda pras montanhas ao redor do lago. Depois do almoço fomos conhecer uma cidadezinha chamada Limone Sul Garda, uma vila bem pequenininha, mas de certo charme, não longe de Riva. Mas logo chegamos ali, mal deu tempo de ver o lugar começou a cair a maior chuva (por causa do calor), e nos abrigamos numa sorveteria, onde claro que tomamos um, sorvete. Deixamos meus pais no hotel deles no caminho de volta pra casa e terminamos o dia mais cedo.
Na quinta-feira eu peguei o carro e fui com meus pais na cidade de Malcesine pra subir no tal Monte Baldo, que meu pai queria muito ir. Chegamos relativamente cedo pra tentar evitar filas (que ouvimos dizer que ficam bem grandes) e logo já estávamos no cable car que nos levava até o alto da montanha. Admito que não esperava que fosse tão alto lá em cima, e incrível ver gente subindo tudo aquilo à pé. Deve ser rewarding, mas acho que não faria.... Eu e meu pai demos uma caminhada por alguns pontos do topo pra ver a vista e bater fotos, e depois nos juntamos a minha mãe, que ficou no restaurante no topo da montanha e pegou uma mesa com vista pro lago. Comemos um aperitivo de polenta com cogumelo e salame, e meus pais tomaram cerveja, enquanto eu fiquei na diet coke.

Visita a Limone Sul Garda
Monte Baldo


Logo descemos, e fomos ver a cidade de Malcesine. Eu não lembrava daquela cidade, e fui caminhanho pelas ruazinhas estreitas dela com meu pai, que adorou! Eu achei bem legal também, mas já havia visto lugares parecidos, como San Giminiano, ou St. Paul de Vence na França, mas fiquei feliz que meus pais viram um lugar assim também.
Meu pai acabou reconhecendo um restaurante de Malcesine, onde segundo ele havíamos almoçado em 2010, quando viajamos juntos por aquela região da Itália. Eu e minha mãe discordamos, e ficamos naquele “foi aqui sim” e “ não foi não”. Até que resolvi consultar meu blog, e achei o post que fiz da visita naquele ano, e acabou que meu pai estava certo. Havíamos sim almoçado naquele restaurante em 2010. Só que daquela vez a passagem pela cidade foi rápida, e não vimos o lado charmoso da cidadezinha. Foram só 8 anos depois que fomos fazer isso! Mais tarde eu e meus pais fomos conhecer a cidadezinha de Arco, cerca de 20 min de Riva. A cidade não é tão charmosa, mas deu pra ver que o ponto forte dela é pra escaladores e ciclistas. Inclusive foi assim que minha irmã mais nova ficou conhecendo essa região, pois ela vai muito escalar ali (ela mora em Munique, então vão de carro com o cachorro deles, o Zé, que por sinal estava lá conosco e adorou a atenção que todos demos pra ele).

Meus pais em Malcesine e depois em Arco
André almoçando na varanda da casa onde alugamos
Vista da varanda da casa onde alugamos



Neste dia de noite, minha outra irmã chegou, e jantamos todos juntos, pela primeira vez desde começo de 2017. Foi ótimo!

Irmãs reunidas

Primeira parte da viagem: https://www.youtube.com/watch?v=9n5mxwktNZ8

Sobre o casamento, relatarei num post diferente.
No último dia cheio em Riva eu fui com o André pro centrinho encontrar meus pais. Enquanto o André foi olhar lojas, eu fiquei com meus pais e meu primo e esposa num café numa das piazzas de Riva. Havia um homem tocando acordeon muito bem, tanto que vários de nós deixamos 1 ou 2 euros com ele, e ficamos no maior estilo italiano, sentados no sol, ouvindo música, tomando café. Depois eu e meus pais fomos dar uma volta por Riva, ver as lojas, até chegar numa onde meu pai comprou uma plaquinha que diz em italiano “Na minha casa mando eu, sem mais sem menos. Minha esposa me deu permissão pra pendurar essa plaquinha”. Minha mãe procurou um presente pro neto (obviamente meu sobrinho) que infelizmente não pode vir.
Pro almoço veio a família toda pra se juntar a nós num restaurante na beira do lago di Garda, onde batemos essa foto.
De tarde alguns de nós fomos caminhando pela margem do lago até uma sorveteria chamada Flora. O visual do lago é lindo! Foi aí que entendi realmente a beleza do lugar. Tem até uma mini praia lá, e parques bonitos na beira do lago. Eu ficava parando pra bater foto e fazer vídeo o tempo todo, pra ter de lembrança.

Almoço em família
Vistas lindas de Riva del Garda


O sorvete da sorveteria Flora era delicioso, veramente gelato italiano! Ficamos cerca de 2 horas lá na sorveteria batendo papo. Peguei meus pais no hotel deles e fomos novamente lá pra casa onde eu estava ficando. Fizemos um jantar com todos os restinhos de comida que havia sobrado, além obviamente de bastante queijo e vinho. Vimos as fotos e alguns vídeos do casamento, comentando das lembranças do dia anterior e do quanto foi bom.
Logo foi hora de se despedir, e claro que batemos mais uma foto de família. Não sei quando vamos nos reunir todos novamente, mas espero que não demore muito.
Domingo de manhã bem cedo, eu e o André pegamos meus pais no hotel deles e fomos até Verona. Deixamos eles na estação de trem e eu e o André fomos pro aeroporto pegar o vôo pra Londres.

Video da segunda parte da viagem https://youtu.be/7HLg7c1Fydk

Minha mãe em Riva
Última noite em família, vendo as fotos do casamento


Monday, 28 May 2018

Berlin - fim da história


Se vai ser mesmo o fim da minha história com Berlin é difícil dizer, entretanto a admiração que eu tinha pela cidade e pela cultura foi-se embora.
Tudo começou no dia que eu cheguei, quando fui pegar o tram (tipo bondinho) pra encontrar minha amiga. Eu quase nunca usava esse tram quando morei em Berlin, mas lembrava que dava pra comprar ticket dentro. Eu havia tomado um táxi do aeroporto até o airbnb, e por isso não tinha ticket pra usar o transporte público. Eu havia cerca de 20 euros comigo, além de cartão de crédito.
Entrei no M10, que me levaria até Warschauer str, e estava super cheio (possivelmente por causa do festival). Fiquei tentando procurar a tal máquina, mas eu só conseguia chegar na máquina de validar o ticket, não na de comprar. O tram parou e bastante gente desceu, e então consegui ir até tal máquina. Só que chegando lá, a maldita só aceitava moeda, que eu não tinha, pois havia acabado de chegar no país. O tram começa a andar e eu fico pensando, e resolvo sair na próxima estação. Sento pra esperar, e quando me levanto percebo que tem 2 fiscais vendo os tickets das pessoas. Na minha vez eu explico que não tenho, pois tentei comprar e não consegui. Desembarco com eles e eles pedem meu passaporte e meu endereço. Pelos próximos 20 minutos fico discutindo com eles, em inglês e depois em alemão, pois querem me multar 60 euros por estar usando transporte sem ticket.  Explico a situação, mas não querem nem saber, dizem que a culpa foi minha de não saber que a máquina só aceita moeda. Não vou entrar em mais detalhes, mas no fim eu falo que não tenho 60 euros e não vou pagar. Eles me dão o papel com a multa e eu pergunto onde posso comprar ticket que não seja com moeda. Eles me falam e imediatamente vou lá e compro o ticket que vale por 7 dias, pra passar a semana toda.
Ao encontrar minha amiga, eu já bem atrasada a esse ponto, conto a história pra ela. A primeira coisa que ela me diz é que na Alemanha existe um ditado que diz: Ungewisseheit schütz von Strafe nicht vor (Ignorância não te protege de castigo). Ou seja, na Alemanha é normal as pessoas serem multadas sem saber por que. E o interessante é que todo e qualquer alemão pra quem eu contei a história tiveram a mesma reação “Pois é... chato né... mas é a lei... você desrespeitou a lei! Foi um erro seu e você tem que pagar por ele.”
Fiquei procurando na internet histórias de pessoas em situação parecida, pra ver se pagavam tal multa, e pra minha surpresa isso acontece com várias pessoas, e os que não pagam recebem um valor cada vez mais alto pelo correio, mesmo em outro país. Inclusivo li artigos que denunciam fiscais que pedem suborno pra não aplicar multa nas pessoas, e que as pessoas que mais pagam multas são, adivinhem quem? Turistas! Não é só questão de ter um ticket, é ter o ticket certo, pra zona certa, validado, e as regras não são fáceis de serem descobertas! Uma menina da minha empresa contou que ela comprava o passe mensal, e achava que o passe valia por 1 mês após a compra, só pra depois ser multada e ficar sabendo que ele vale até o fim do mês corrente, independente da data de compra. Turistas às vezes se confundem e validam o ticket mais de uma vez, o que o deixa inválido. E os fiscais multam todos, sem exceção. Eles trabalham com cotas, quanto mais multa aplicam, melhor.
Lembro quando fiquei 1 mês na Alemanha em 2003, na cidade de Göttingen, e estava num ônibus com o pessoal do curso de alemão, e uma das meninas entrou no ônibus com o dinheiro pra comprar o ticket, mas sem o ticket, achando que alguém viria cobrar. Ela devia ter comprado com o motorista, mas não sabia. Vieram os fiscais e a pegaram sem ticket. Lembro do nosso professor de alemão discutindo com os fiscais por bastante tempo, explicando que a menina não falava alemão e havia acabado de chegar, pra eles falarem a mesma coisa que os fiscais falaram pra mim: “Se você quiser recorrer, tem que ir no escritório da empresa que cuida do transporte. Eu não tenho poder de tomar decisão.”. Parece até algo sensato, mas é mentira deslavada.
Eu fui no escritório da empresa do transporte, e levei meu cartão de embarque, endereço do airbnb, ia explicar tudo de novo pra ver se lá mostravam compaixão ou bom senso. A pessoa que estava lá atendendo foi a pessoa mais grossa que eu já conheci na minha vida. Grosso é pouco, simplesmente abominável. Fiquei novamente discutindo com ele, dizendo que não faz sentido multar alguém por fazer algo sem gravidade nenhuma, resultado de ignorância temporária. A resposta foi: A culpa foi sua de não ter se informado o suficiente antes de ter vindo pra Alemanha!
Por que não publicam um livro sobre como usar o transporte público de Berlin e fazem a pessoa passar por uma prova antes de poder entrar na cidade? Isso faria mais sentido. E o website da empresa, a BVG, é ruim, o que não facilita encontrar informação lá sobre isso.
Muitos dos alemães me disseram: “ Não sei por que você está tão brava, é assim em qualquer país!”. Mentira. Não é. Já morei e visitei país o suficiente, e cometi erros parecidos em alguns deles, e NUNCA ganhei uma multa por estar tentando fazer a coisa certa. Tenho vários exemplos, inclusive.
Pra mim, essa regra e esse tipo de atitude é absolutamente inaceitável. Aprendi mais sobre a mentalidade alemã, e não gostei do que aprendi. É claro que eu não espero que eles mudem, mas eu não quero ter mais nada a ver com a Alemanha depois dessa. Não sei se pra sempre, mas por um bom tempo.
Há não muito tempo atrás, alguém lá decidiu que ser judeu era crime, e eles pagaram com a vida. Eu paguei 60 euros, o que comparado é bem pouco, mas o suficiente pra eu não querer saber.

Friday, 25 May 2018

Berlin - 5 anos depois


A minha empresa tem escritório em Berlin, e meu chefe havia falado pra eu eventualmente fazer uma viagem pra lá pra conhecer as pessoas e facilitar a comunicação. Aproveitei que ia no casamento da minha irmã na Itália e fui pra Berlin na semana anterior. Unindo o útil ao agradável.
A viagem até lá é meio chata, pois de Boston não tem vôo direto, então tive que fazer escala em Madrid. Cheguei cansada, mas bem no air bnb, que ficava em Frankfurter Tor. Depois de um cochilo recuperador eu saí pra encontrar minha amiga Suzanne, que conheci na época que eu morei em Berlin. Quando marquei a viagem eu não sabia que chegaria num fim de semana prolongado, então acabou que estava tendo um festival em Kreuzberg bem nesse fim de semana. No domingo estava muito cheio, então resolvemos ficar pelos arredores de Schnöneberg, bairro onde a Suzanne mora, que ainda retém um ar de “comunidade local”. A Suzanne mora lá há vários anos e conhece bastante pessoas. Caminhando na rua ela sempre tem alguém pra cumprimentar. Achei engraçado que passamos por uma casa vermelha toda pichada, com um sofá na calçada, bem na frente da casa, coisas que só se vê em Berlin. Ali do lado haviam 3 caras no que parecia ser uma oficina de bicicleta, sentados cada um num banco, tomando cerveja. Acabou que eram amigos da Suzanne e ficamos sentadas ali com eles, conversando. Eles tomando cerveja e fumando como loucos. O bom foi que puder praticar bastante alemão. Fiquei bem feliz, pois a Suzanne falou que meu alemão continua ótimo, fluente, e eu entendia tudo o que ela me falava. Depois de um tempo ali conversando, fomos jantar num bar e restaurante ali perto, chamado Blues Garage, onde eu ia com ela nas quintas-feiras pra ver jam session. Comi um Leberkäse bem gostoso, e adivinha se não tinha mais conhecidos da Suzanne ali, numa mesa grande, rindo e falando alto, meio bêbados. Era até engraçado. Eu e ela sentamos em outra mesa pra comer, e do nosso lado sentou um casal, e depois começamos a conversar. Ambos advogados, estavam nos contando sobre a profissão deles em Berlin.
Segunda-feira, dia do feriado, fomos pro tal festival. Estava menos cheio, mas ainda assim tinha bastante gente. Não achei nada demais, mas no fim dele assistimos uma mulher de Madagascar cantar com a banda dela num dos palcos. Foi diferente...

Leberkäse no Blues Garage em Schöneberg
Minha amiga Suzanne
Festival em Kreuzberg
Cenas de Berlin


Passei a semana inteira trabalhando, entre o escritório de Prenzlauer Berg e o novo, que fica num prédio de 1940, que estava abandonado e agora estão recuperando e transformando em escritórios. Todo mundo que eu conversei em Berlin falou que os preços de aluguel estão ficando caros demais lá, e minha empresa, precisando de mais espaço, teve que ser criativa e se mudar pra um lugar diferente. É chatinho de chegar lá, mas o prédio fica bem na beira do rio Spree e tem bastante verde por perto. Fiz uns vídeos pra tentar mostrar o lugar, principalmente o elevador, o qual usei uma vez e não tive mais coragem de usar.
Todo dia tive algo diferente pra fazer: ou jantava com a Suzanne, ou com o pessoal do trabalho. A semana passou rápido, e quando vi já era sábado de manhã, e o André, que estava em Londres a trabalho, chegou. Eu saí do air bnb e fui ficar no hotel com ele, o Hilton que fica em Berlin Mitte. Um baita hotel, muito, mas muito bom. E o melhor de tudo era que tinha piscina. Estava o maior calor em Berlin, com temperatura perto de 30 graus (ou mais), e ter aquela piscina pra se refrescar de tarde foi tudo de bom. Fui numa loja comprar maio (não tinha levado roupa pra banho) e me esbaldei naquela piscina. No fim de semana eu e o André passeamos por Berlin, encontramos uma amiga da faculdade que mora lá já faz alguns anos, com o marido e o filho, passamos pela rua onde eu morei e por Mauerpark, no mercado de pulgas. Do lado do apartamento que eu morei em Prenzlauer Berg tinha um café pequeno, mas muito aconchegante e com comida boa, chamado Zückerstück. Eu havia visto no google que ele havia fechado, mas quando passamos na frente li um aviso que falava que estavam reabrindo no dia seguinte ao dia que iríamos embora!

Sacada da empresa onde trabalho
Um dos corredores gigantes no prédio da empresa
Um dos diversos ursos espalhados por Berlin
Fernseh Turm em Alexander Platz
Frankfurter Tor
Jantar saudável
Berlin Mitte - vista do quarto do hotel
Jantar em Berlin Mitte
Kolowitz Platz, em Prenzlauer Berg


Foi bom ter ido pra Berlin de novo depois desses anos, durante o verão, mas resolvi que não é pra mim. No próximo post explico o(s) motivos(s).

https://www.youtube.com/watch?v=gm6Zs3DfCVc&feature=youtu.be

Sunday, 6 May 2018

Cape Cod + Harvard Spring Festival

Sábado deu um dia lindo de sol e resolvemos aproveitar pra conhecer alguma cidade de Cape Cod, aquele cabo que parece um braço de siri no mapa, cerca de 1:30 ao sul de Boston.
Cape Cod é muito famoso com as pessoas daqui de Boston, com muitos delas tendo casas de veraneio lá. As ilhas de Martha' Vineyard e Nantucket possuem mansões milionárias lindíssimas, com vista pro mar. Ouvi dizer que Provincetown, a cidade mais ao norte do cabo, é onde fica o agito. Este verão quero ir lá conhecer. Mas no passeio de sábado fomos pra uma cidade bem começo de Cape Cod, 1:30 de carro da nossa casa, chamada Falmouth.
A cidade em si não tinha nada demais, mas a praia que tinha ali era bonita e estava bem tranquila. Foi a primeira vez do Enee na praia, e ele adorou ficar correndo pela areia, cheirando as conchas e o ar marinho. Só que ele detesta água, e não quis chegar perto do mar de jeito nenhum!
Brincou com outros cachorros que também estavam na praia, rolando na areia.
Recomendaram que visitássemos a praia de Silver Beach, cerca de 10km de onde estávamos. Já era hora do almoço quando chegamos, e achamos um hotel com um deck e um restaurante na beira do mar, chamado Sea Crest Beach Hotel. Tinha uma piscina interna e outra externa, que dava bem na frente do mar. Sentamos numa mesinha ali entre a piscina e o mar, protegidos do vento. Pra minha sorte eu tinha passado bastante protetor solar e stava de boné, pois apesar de não estar necessariamente calor, o sol estava forte.
O Enee estava morrendo de calor. O pêlo dele estava comprido, e por ser escuro, ele sente mais calor, como se estivesse usando um casaco de pele. Ele deitou embaixo da mesa, bem comportado, e demos uma tigelinha cheia de gelo pra ele, que ele adorou ficar mastigando pra se refrescar.
A comida estava gostosa. O André comeu um lobster roll e eu uma salada de salmão. Eu resolvi tomar uma cerveja. Isso mesmo, cerveja. Sempre detestei cerveja, mas resolvi tomar a tal Coors light, e confesso que gostei.
Depois do almoço fomos caminhar na praia, que me lembrou as praias de Floripa, com pedras num canto e uma boa faixa de areia, que era fininha e branquinha. A água era de cor parecida com água das praias de Floripa também, mas extremamente gelada. Sem chance de eu conseguir nadar lá, nem em dias de muito calor!
Voltamos pra Boston logo depois disso, pra alguns compromissos. Vi depois no website do hotel hoje que em alguns quartos eles aceitam cachorro, então existem grandes chances que voltaremos praquele hotel pra uma estadia num final de semana no verão.

Passeio por Falmouth e Silver Beach, em Cape Cod

Domingo foi mais um dia cheio, e depois de uma soneca recuperativa de tarde, apesar do tempo estar meio feio, resolvemos is no festival da primavera em Harvard. Harvard não fica longe de casa e em cerca de 25 min de caminhada estávamos lá, com o Enee a tiracolo.
Haviam várias barraquinhas nas ruas, algumas vendendo comida, outras roupas, outras artesanato ou enfeites. Havia também apresentação de música e dança em cada esquina. Como já estava no fim do festival, não estava muito cheio, mas havia um número considerável de pessoas.
Comemos um arancini na barraca de comida italiana, que estava bom até. Claro, nada comparado com os feitos na Sicília. Arancini é um salgadinho igual uma coxinha, mas dentro tem arroz e algum outro recheio, como carne. Eu sempre como o de espinafre com queijo.
O Enee fez o maior sucesso, como sempre, com gente querendo dar biscoitinho pra ele, passar a mão na cabecinha dele e assim por diante.
Depois de observar uns desenhos feitos no chão chegamos até uma área separada da rua, que vendia cerveja. Adivinhe, o que fomos fazer? Isso mesmo, fomos tomar uma cerveja. Eu pedi uma Bud light. Admito que dessas cervejas que as pessoas dizem que parece água, eu consigo tomar um copo. Acho que aqui vou conseguir me socializar melhor com as pessoas, pois a cerveja não é forte como as da Inglaterra.

Tomando uma cerveja no festival em Harvard


2 casais vieram nos perguntar sobre o que deveriam ver Harvard, pois eles moram em outro estado e como vieram pra uma conferência em Boston, resolveram conhecer Harvard. Na real é o que eu já comentei nesse blog (acho). O Campus de Harvard não tem nada de espetacular. São vários prédios de estilo mais europeu, que de repente pra americano são interessantes e diferentes, mas que pra quem já esteve em Oxford e Cambridge (UK) e está acostumado com a arquitetura européia, os prédios daqui não sao nada demais. Mas foi legal ficar conversando com os casais e aprender sobre Wisconsin, a região de onde eles são, e percebi o quanto já sei sobre Boston, conseguindo dar dicas de lugares pra visitar. Tem tanta coisa que eu quero fazer por aqui ainda... Agora que é verão, quero todo fim de semana fazer algum passeio diferente!
A caminhada pra casa foi bem agradável, pois agora na primavera as árvores estão todas floridas. Eu gosto de sentir o cheiro das flores quando eu passo por elas. Logo antes de chegar em casa começou a cair a maior chuva. Enquanto o André e Enee corriam pra casa, eu abri meu guarda-chuva. Sempre prevenida hehehe

https://youtu.be/-CQmuoilo2w

Visita a Ilha do Campeche

 Sabe aquela história que se repete em todos os lugares, onde as pessoas só fazem turismo em lugares que não são onde elas moram? Existem pa...